O Sufrágio foi em vão?

Junte pessoas que pensam de forma contrária ao sistema dominante, faça manifestações públicas expressando o seu pensamento e sua vontade de mudança e terá um movimento social.

Normalmente um movimento social nasce da indignação contra algum pré-conceito associado à maus tratos e ofensas que não tem punição perante a lei, e algumas vezes tem o apoio da constituição. Um exemplo disto é o Movimento Feminista.

A primeira onda do Movimento Feminista aconteceu entre o século XIX e XX, no Reino Unido e nos E.U.A, onde mulheres cansadas de serem tratadas como objetos, ter casamentos arranjados, e não terem direito ao voto (sufrágio), se uniram e foram às ruas lutar para que seus direitos sexuais, familiares, econômicos e políticos fossem iguais aos dos homens. Ganharam a primeira batalha (podiam trabalhar fora de casa e receber um salário), e logo se juntaram a movimentos de esquerda, que estavam ligados às classes operárias, para conseguir a igualdade salarial. Esta ficou conhecida como a “segunda onda”. A “terceira onda” seria a reparação de supostas falhas existentes na segunda onda. Esse foi um dos movimentos mais importantes da história por ter tido efeitos que influenciaram quase todo o mundo. Atualmente as mulheres comandam grandes empresas, lideram países, tem direito de escolher com quem querem casar-se e se querem divorciar-se – exceção para os países que, principalmente em nome da religião, pararam no tempo. Ainda não é uma vitória mundial.

Nem só de mulheres vive o Feminismo: todo aquele que acha justa a igualdade das mulheres pode se considerar como simpatizante deste movimento. E por falar em igualdade, vem ao caso citar o Movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e travestis/ transexuais/ transgêneros), que começou na década de 70. Consiste em um grupo de pessoas homossexuais (e simpatizantes, ou seja, que são heterossexuais, mas que apoiam a causa) que lutam contra a homofobia, preconceito baseado em crenças religiosas e culturais, a discriminação na sociedade e até mesmo as “brincadeiras inocentes” de colegas de trabalho, escola etc. Também lutam por direitos básicos como casamento e adoção de crianças por casais homossexuais.

A luta contra a homofobia ainda tem uma longa estrada a trilhar, ainda mais em países como a Arábia Saudita, Mauritânia e Iêmen, onde é aplicada a pena de morte aos homossexuais. Por outro lado é uma causa vitoriosa na Holanda, Espanha e Canadá, onde o casamento homossexual já está liberado.

Pessoas com objetivos bem definidos, que deixam-os explícitos politicamente (principalmente por meio de passeatas) e se organizam em busca de um bem maior, alcançam a meta e mudam a realidade.

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Sobre Colérica

Nasci nos anos 80 - sim, sou maior de idade, mesmo que não pareça! Estudante de jornalismo (típico caso onde se prefere seguir um sonho a buscar dinheiro). Alheia a novelas, filmes cult, comidas extravagantes e palavras difíceis. Sou fascinada pelo Egito, viciada em batata frita, minha cor favorita é o amarelo e meu cabelo me odeia. Eu tinha uma gatinha, mas ela morreu envenenada. O que mais há para se falar de uma garota?Ah, quase ia esquecendo: sou irônica. O que eu espero do mundo? Menos Vogue e mais Dostoiévski, se é que me entende...
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2 respostas para O Sufrágio foi em vão?

  1. Ricardo disse:

    Interessante o texto, mas uma questão não ficou evidente, a saber, os paises citados tem como cultural o trato às mulheres e homossexuais. Como então podemos interferir nos destinos desses paises sem querer impor a nossa visão ocidental e perfeita?

    .
    Não que eu tenha acordo com o modo de como a questão é posta… É apenas para reflexão.

  2. colerica disse:

    Cultura é questão de costume e pode ser mudada. Era culturalmente aceitável que mulheres ficassem em casa a serviço de seus maridos e isto foi mudado sem que machucasse o ego impenetrável dos machos.
    Acho que, além de podermos, devemos interferir SIM na conduta de homens sobre outros homens. É questão de dignidade o ser humano ser quem ele quer ser e fazer o que ele quer fazer, contanto que isso não interfira na vida de mais ninguém.
    A religião deles será a mesma, o respeito pode até aumentar, e as pessoas serão possivelmente mais felizes. Um exemplo é a religião cristã, que mudou alguns conceitos baseados na evolução da humanidade. Os tempos mudaram, e os árabes precisam perceber e aceitar isso de forma que o deus deles continue no mesmo lugar. É possível.

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