A relação entre a fonte e o jornalista

É de extrema importância a existência de Fontes, pois são elas quem vão ditar o viés das investigações jornalísticas. É o que mostra o filme Todos os homens do presidente, que retrata a saga de dois jornalistas em busca de um furo de reportagem e que mal imaginam a dimensão da notícia que estão por descobrir.

Tudo começa com a missão da pauta: é a caça ao furo, o sonho de qualquer jornalista. Logo vem as pessoas envolvidas na notícia. Buscam-se informações dos principais envolvidos e quando as informações não surgem ou desmentem-se os acontecimentos, as Fontes entram em ação. Normalmente são pessoas que foram prejudicadas de alguma maneira com o acontecimento em questão e que querem justiça, ou são pessoas que prezam pela moral e bons costumes ou por interesses próprios. O fato é que são elas que ditam novas pautas e levam o jornalista a informações que outras mídias desconhecem.

Ao longo dos contatos estabelecidos entre Fonte e jornalista percebe-se que linguagens subjetivas vão surgindo. Uma linguagem criada pelo medo da Fonte em ser descoberta como “delatora da verdade omitida” e do jornalista em perder detalhes importantes do acontecimento – e até mesmo o medo da Fonte desistir de colaborar. Essas linguagens podem ser símbolos, números, palavras desconexas que se referem a uma determinada coisa, um gesto positivo ou negativo… é sempre a forma de “dizer não dizendo” que o jornalista propõe à Fonte para estabelecer uma relação de confiança e de sigilo total. A gramática é simples: “não diga quem sou e te direis o que queres.”

Certas vezes, baseando-se no filme para tal afirmação, é preciso confiar na Fonte cegamente, levando a matéria ao editor em nome do feeling, pois nem sempre há como confirmar informações. Mas é sempre bom verificar, afinal não há como saber os interesses reais de alguém que dá informações às escuras.

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Sobre Colérica

Nasci nos anos 80 - sim, sou maior de idade, mesmo que não pareça! Estudante de jornalismo (típico caso onde se prefere seguir um sonho a buscar dinheiro). Alheia a novelas, filmes cult, comidas extravagantes e palavras difíceis. Sou fascinada pelo Egito, viciada em batata frita, minha cor favorita é o amarelo e meu cabelo me odeia. Eu tinha uma gatinha, mas ela morreu envenenada. O que mais há para se falar de uma garota?Ah, quase ia esquecendo: sou irônica. O que eu espero do mundo? Menos Vogue e mais Dostoiévski, se é que me entende...
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